Eles não sabem
Que da paz é ciência
Não a guerra, não a intolerância
Mas sim a paciência.
Não é de fato seguro e cobarde
Que se decide autoritariamente
O destino triste e impiedoso
Daquele que mais a guerra sente;
E não é com um aperto de mão
Que se apontam armas à cabeça
Daqueles imortais que nada sofrem
E veem somente a guerra acesa.
Ó livre e singela paz,
Que da vida te apartaste,
Para sonhos te desviaste
Indiferente ao destino mordaz?
Esta fuga é cegueira
Inércia, miopia, saudade
Do tempo em que aqui estavas
E em que havia liberdade.
Ó paz duradoura em viagem,
Acaba este sofrimento sem fim
E perdoa esse homens, porque sim,
Eles sabem o que fazem.
Que da paz é ciência
Não a guerra, não a intolerância
Mas sim a paciência.
Não é de fato seguro e cobarde
Que se decide autoritariamente
O destino triste e impiedoso
Daquele que mais a guerra sente;
E não é com um aperto de mão
Que se apontam armas à cabeça
Daqueles imortais que nada sofrem
E veem somente a guerra acesa.
Ó livre e singela paz,
Que da vida te apartaste,
Para sonhos te desviaste
Indiferente ao destino mordaz?
Esta fuga é cegueira
Inércia, miopia, saudade
Do tempo em que aqui estavas
E em que havia liberdade.
Ó paz duradoura em viagem,
Acaba este sofrimento sem fim
E perdoa esse homens, porque sim,
Eles sabem o que fazem.
António Cardoso
2022

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